País contabiliza R$ 37 bi em 210 fundos. O Brasil pode ser a melhor plataforma para os fundos de investimento que aplicam em participação direta em empresas (private equity) nessa safra de investimentos pós-crise. A avaliação foi feita por Álvaro Gonçalves, sócio e diretor-executivo da Straus e representante da ABVCAP (Associação Brasileira de Venture Capital), durante o 5º Congresso de Fundos de Investimento da Anbid, realizado no dia 26 de maio (terça-feira).
O executivo, no entanto, avalia que é preciso haver um ajuste dos sistemas de monitoramento técnico e controladoria, tornando-os específicos a esse instrumento. “Hoje o modelo usado é o de renda variável, o que não funciona”, disse.
A evolução do segmento seria benéfica ao País, principalmente em um momento de retomada e com perspectivas de crescimento sustentado. Isso porque podem, segundo Gonçalves, aumentar o potencial de expansão, uma vez que são fundos de longo prazo que têm oferta e demanda em volumes substanciais.
De acordo com Gonçalves, o volume de recursos no mundo voltados para esse segmento totaliza US$ 2,5 trilhões. Do total, apenas US$ 1,48 trilhão estão investidos. O restante, afirmou, está comprometido, mas ainda esperando a precificação. “Há uma safra potencial de ganhos de capital”, ressaltou o executivo. Só no Brasil, registrados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), são R$ 37 bilhões em 210 fundos.
Com o aprimoramento dos mecanismos do setor, pondera Gonçalves, seriam beneficiados em primeiro plano os empresários brasileiros, que podem ganhar com os recursos que entrariam em caixa neste momento de turbulência. Ao mesmo tempo, o País ganharia com um tipo de crescimento no qual há um volume de recursos de longo prazo que exige o cumprimento de princípios de governança corporativa, deixando empresas de capital fechado prontas para ir ao mercado. “Temos 12 milhões de empresas no Brasil e isso pode ser um grande ponto para o mercado de capitais“.
Fonte: Anbid |