E Money, Uma Revolução em Andamento
Parte I
Sempre que pensamos em e money, o dinheiro digital, a primeira idéia que nos vem à mente é a Internet. O sistema on line. O verdadeiro dinheiro digital, porém, é offline e anônimo. O melhor exemplo disso é o cartão telefônico. Aquele cartão diz que seu portador tem tantos reais ou dólares (ou a moeda que for estipulada) de fundos e pode transferi-los para a máquina programada para recebê-los.
A preocupação aqui não é saber quem está gastando. Trata-se de um sistema totalmente anônimo. A preocupação é o double-spending. Se um gênio descobrir como fazer mais chamadas do que o crédito que ele adquiriu, estará praticando o double-spending e fraudando o sistema. Por isso, os smart cards contém um chip com um mini banco de dados sobre o saldo. Ainda não se tem notícia de alteração pirata nesse chip, o que impede o double-spending, que, mal traduzido, significa gastar mais do que o saldo adquirido. Além desse chip, há todo um processo de criptografia, de que tratarei mais adiante.
O metrô, os passes turísticos de museus nas grandes capitais da Europa e, cito novamente, os cartões telefônicos utilizam a tecnologia e money offline.
Esse tipo de e money permitiu a revolução do celular pré-pago. Já pararam para pensar no volume de negócios envolvidos no sistema pré-pago?
Um dia desses, fiquei com um dois amigos geniais tomando chope e discutindo novas aplicações para o
e money offline. A única idéia que surgiu foi um sistema de unificação para chamadas de tele-sexo, totalmente anônimo e pré-pago. Mas, àquela altura, já havíamos tomado chopes demais. Hoje, todos sóbrios, meus amigos negam que pensaram nisso.
Alguém aí tem alguma idéia genial? O debate está aberto.