Archive for January, 2008

Posted by admin on Jan 25 2008 | Dinheiro

Parte II
Dinheiro Eletrônico

Os sistemas de criptografia permitiram a criação do e money. Para quem não sabe o que é criptografia, explico: você escreve em código e alguém decifra. Escrever em código é a encriptação e decifrar o que alguém escreveu secretamente é a decriptação.

Nos filmes sobre a II Guerra, havia aquela luta para conseguir o código. Isso quer dizer que o mesmo código para escrever a mensagem servia para sua leitura. Era (e ainda é) a criptografia simétrica. Quando se utilizam códigos diferentes para a mesma operação, a criptografia é assimétrica. Por exemplo, um código privado (ou chave) é utilizado para assinar ou autenticar uma operação e um código público (conhecido por mais de uma pessoa) é utilizado para decodificar a operação e verificar a assinatura.

Parece complicado, mas o resultado é simples como comprar pelo site, como compartilhar um disco rígido, para segurança de rede e por aí vai. A criptografia permitiu o surgimento de vários tipos de Smart Cards, os cartões inteligentes que vão revolucionando o comércio.

Quem quiser se aprofundar, leia o excelente trabalho de Luciana de Amorim Monteiro, que publicamos em PedeVerba, na seção Literatura, sob o título “Moeda Eletrônica”. De minha parte, ainda haverá uma parte III, em que falarei da Nota de Mil.

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E Money, Uma Revolução em Andamento

Posted by admin on Jan 09 2008 | Dinheiro

Parte I

Sempre que pensamos em e money, o dinheiro digital, a primeira idéia que nos vem à mente é a Internet. O sistema on line. O verdadeiro dinheiro digital, porém, é offline e anônimo. O melhor exemplo disso é o cartão telefônico. Aquele cartão diz que seu portador tem tantos reais ou dólares (ou a moeda que for estipulada) de fundos e pode transferi-los para a máquina programada para recebê-los.

A preocupação aqui não é saber quem está gastando. Trata-se de um sistema totalmente anônimo. A preocupação é o double-spending. Se um gênio descobrir como fazer mais chamadas do que o crédito que ele adquiriu, estará praticando o double-spending e fraudando o sistema. Por isso, os smart cards contém um chip com um mini banco de dados sobre o saldo. Ainda não se tem notícia de alteração pirata nesse chip, o que impede o double-spending, que, mal traduzido, significa gastar mais do que o saldo adquirido. Além desse chip, há todo um processo de criptografia, de que tratarei mais adiante.

O metrô, os passes turísticos de museus nas grandes capitais da Europa e, cito novamente, os cartões telefônicos utilizam a tecnologia e money offline.
Esse tipo de e money permitiu a revolução do celular pré-pago. Já pararam para pensar no volume de negócios envolvidos no sistema pré-pago?

Um dia desses, fiquei com um dois amigos geniais tomando chope e discutindo novas aplicações para o
e money offline. A única idéia que surgiu foi um sistema de unificação para chamadas de tele-sexo, totalmente anônimo e pré-pago. Mas, àquela altura, já havíamos tomado chopes demais. Hoje, todos sóbrios, meus amigos negam que pensaram nisso.

Alguém aí tem alguma idéia genial? O debate está aberto.

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