LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

Postado por admin em 04 Apr 2008 | bolsas de estudo

Meu e-mail não pára (ainda bem!). Toda hora um pedido, toda hora uma novidade. Agora me veio um pedido para um curso no exterior de tradutor da língua de sinais. Somente agora soube que cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua. Isto quer dizer que aqueles discursos feitos através de sinais em cerimônias como o Oscar são apenas para quem os entende naquele idioma. Gostei de saber. Nunca me preocupei antes pois não entendo nem o LIBRAS, cuja base é o Português do Brasil.

Embora nunca façamos projetos ou pedidos para bolsas de estudos, vou ver se consigo mais informações sobre a linguagem dos sinais.
Cursos assim são tão específicos, tão locais, que justificam o pedido de estudo no exterior. Se a moça que apresentou o pedido estiver em condições (técnicas, culturais), acho que vai dar pé.

5 comentários agora

MALU PEDE CONSELHOS

Postado por admin em 17 Mar 2008 | bolsas de estudo

Lembram-se da Malu de Maceió? Foi nosso primeiro texto sobre Bolsas de Estudos no Exterior, em novembro do ano passado. Hoje, a Malu já está no ensino médio e pergunta se a nota que ela obtiver no PPS de Alagoas pode auxiliá-la na conquista de uma bolsa.

As dúvidas da Malu são as mesmas de toda a sua geração: como se preparar para bolsas no exterior?!

Vamos lá. Não sei o que é o PPS de Alagoas, mas deduzo que seja um índice de avaliação de aproveitamento escolar, como o SARESP em São Paulo, o IDEB nacional, ENEM e outros. Digo-lhe, Malu, que o bom é ter índices altos. Melhor dizendo, o bom é ser excelente aluno. Somente esses alunos serão olhados como alguém viável para um investimento desses. Será olhado e avaliado pelo governo brasileiro (que pode mandar alguém de talento para o exterior) e será considerado pelo governo anfitrião como um bom candidato para seus cursos técnicos e superiores.

Além de ser bom aluno, é preciso ter uma vocação definida em trabalhos (podem ser escolares ou, melhor ainda, acadêmicos), exposições, feiras, congressos, etc.

Depois, é preciso conhecer o idioma do País onde você pretende estudar. Para os países que ensinam em língua inglesa há um teste chamado TOEFL. É aqui que você tem de obter uma nota ótima. Se o idioma for o francês, como é o caso da Malu, o teste se chama DAEFLE. E assim vai, cada idioma tem seu teste de proficiência em língua estrangeira. Se você não passar não tem jeitinho. Se você passar bem no DAEFLE não importa a nota que você tenha obtido no PPS.

A Malu ainda faz outras perguntas: quais os critérios do governo para mandar alguém estudar fora?

Nos setores em que o governo é sério, os critérios são os mesmos de todos os países em desenvolvimento: ciências exatas. Engenharia, física e química em todos os seus campos. Aí entram o CNPq, a FAPESP e outras tantas entidades sérias. A lista está em PedeVerba.

Nos outras áreas de estudos, a oferta é menor e depende de talento e perseverança.

A pergunta final: PedeVerba tem algum contato? Não, não temos, nem nos setores em que o governo não é sério. Excusez-moi, Malu de Maceió.

1 comentário agora

Postado por admin em 25 Jan 2008 | Dinheiro

Parte II
Dinheiro Eletrônico

Os sistemas de criptografia permitiram a criação do e money. Para quem não sabe o que é criptografia, explico: você escreve em código e alguém decifra. Escrever em código é a encriptação e decifrar o que alguém escreveu secretamente é a decriptação.

Nos filmes sobre a II Guerra, havia aquela luta para conseguir o código. Isso quer dizer que o mesmo código para escrever a mensagem servia para sua leitura. Era (e ainda é) a criptografia simétrica. Quando se utilizam códigos diferentes para a mesma operação, a criptografia é assimétrica. Por exemplo, um código privado (ou chave) é utilizado para assinar ou autenticar uma operação e um código público (conhecido por mais de uma pessoa) é utilizado para decodificar a operação e verificar a assinatura.

Parece complicado, mas o resultado é simples como comprar pelo site, como compartilhar um disco rígido, para segurança de rede e por aí vai. A criptografia permitiu o surgimento de vários tipos de Smart Cards, os cartões inteligentes que vão revolucionando o comércio.

Quem quiser se aprofundar, leia o excelente trabalho de Luciana de Amorim Monteiro, que publicamos em PedeVerba, na seção Literatura, sob o título “Moeda Eletrônica”. De minha parte, ainda haverá uma parte III, em que falarei da Nota de Mil.

sem comentários agora

E Money, Uma Revolução em Andamento

Postado por admin em 09 Jan 2008 | Dinheiro

Parte I

Sempre que pensamos em e money, o dinheiro digital, a primeira idéia que nos vem à mente é a Internet. O sistema on line. O verdadeiro dinheiro digital, porém, é offline e anônimo. O melhor exemplo disso é o cartão telefônico. Aquele cartão diz que seu portador tem tantos reais ou dólares (ou a moeda que for estipulada) de fundos e pode transferi-los para a máquina programada para recebê-los.

A preocupação aqui não é saber quem está gastando. Trata-se de um sistema totalmente anônimo. A preocupação é o double-spending. Se um gênio descobrir como fazer mais chamadas do que o crédito que ele adquiriu, estará praticando o double-spending e fraudando o sistema. Por isso, os smart cards contém um chip com um mini banco de dados sobre o saldo. Ainda não se tem notícia de alteração pirata nesse chip, o que impede o double-spending, que, mal traduzido, significa gastar mais do que o saldo adquirido. Além desse chip, há todo um processo de criptografia, de que tratarei mais adiante.

O metrô, os passes turísticos de museus nas grandes capitais da Europa e, cito novamente, os cartões telefônicos utilizam a tecnologia e money offline.
Esse tipo de e money permitiu a revolução do celular pré-pago. Já pararam para pensar no volume de negócios envolvidos no sistema pré-pago?

Um dia desses, fiquei com um dois amigos geniais tomando chope e discutindo novas aplicações para o
e money offline. A única idéia que surgiu foi um sistema de unificação para chamadas de tele-sexo, totalmente anônimo e pré-pago. Mas, àquela altura, já havíamos tomado chopes demais. Hoje, todos sóbrios, meus amigos negam que pensaram nisso.

Alguém aí tem alguma idéia genial? O debate está aberto.

sem comentários agora

A MISSÃO DE LEONARDO PERDOMO NA ÁFRICA

Postado por admin em 18 Dec 2007 | bolsas de estudo

Quando se fala em estudar e trabalhar no exterior, logo pensamos no circuito Elizabeth Arden: Paris, Roma, Londres, Milão. Não foi o que aconteceu com Leonardo Perdomo.
Este físico de 28 anos estava terminando o mestrado na UNICAMP e foi convidado para trabalhar na Tanzânia, um dos países mais pobres da África.

Sua missão era encontrar soluções para o problema de energia lá, onde apenas 1% da zona rural tem eletricidade. Sua história renderia um filme. Utilizando ferramentas rudimentares, tambores, lonas, ele acabou ensinando a construir uma mini-usina de biodiesel. Como matéria prima, escolheu o pinhão-manso, que eu nem sei o que é. Soube agora que as propriedades rurais utilizam o pinhão-manso como cerca viva e que é abundante na Tanzânia. Sua utilização para produção de combustível não compete com a produção de alimentos. Uma idéia perfeita.

Leonardo Perdomo já retornou ao Brasil depois de 18 meses e pode ser replicar sua idéia por aqui, já que nós também temos nossos bolsões de pobreza e carência. Mas não é só disso que eu quero falar.
O que mais me impressiona é essa missão beneficente do jovem físico brasileiro. Aplicar o conhecimento em benefício de uma população carente. Conviver em meio adverso e transformá-lo. Parabéns, jovem Leonardo! Um exemplo.

5 comentários agora

Trabalhar e estudar no exterior: Programa AU PAIR

Postado por admin em 27 Nov 2007 | bolsas de estudo

Falar de bolsas de estudos no exterior mexe com a imaginação de muitos jovens. Minha caixa de emails anda lotada desde que abordei o tema. Todas as mensagens falam de sonhos e da falta de recursos para realizá-los. Para a maioria, um programa de estudos no exterior é quase um sonho inatingível e não tenho meios de auxiliá-los. Mas há uma saída: o programa Au Pair.

Se você tem entre 18 e 26 anos, consegue se comunicar num idioma estrangeiro, está disposto a trabalhar numa casa de família, receber uma mesada e uma bolsa para aperfeiçoamento do idioma, você pode inscrever-se. É coisa séria, tem fiscalização internacional e muitos direitos assegurados, tanto à família que hospeda quanto ao jovem aceito no programa. Este tem direito a um quarto individual, um salário/mesada, férias, assistência médica.

É reconfortante para os pais desses jovens saber que há uma associação para proteger seus filhos. Principalmente porque a maioria (quase unanimidade) das vagas é para mulheres e a preocupação dos pais sempre aumenta.

Muitos países no mundo todo estão inscritos, aceitando famílias que desejam receber jovens estrangeiros e jovens dispostos a conhecer uma nova cultura. Uma vez aceito e instalado, o jovem poderá verificar todas as possibilidades de continuação de estudos no País escolhido.

Quem quiser saber mais, veja nos sites www.iapa.org; www.aupairnaalemanha.com; www.experimento.org.br; e outros disponíveis nos sites de busca. Em tempo: Gosto de receber e mails, mas, neste caso, não tenho acesso a nenhum programa nem qualquer influência neles. Traduzindo: não me escrevam sobre au pair, porque fico triste quando não posso ajudar. Vão direto às fontes e sucesso.

117 comentários agora

HIKIKOMORI: JOVENS RECLUSOS

Postado por admin em 19 Nov 2007 | Comportamento

Você não tomou banho hoje. Nem ontem. Desde cedo, você já falou com mais de “trocentas” pessoas, nenhuma ao vivo. Só pelo computador. Você já visitou mais de um “zilhão” de sites desde a meia noite, e 5% deles são pornôs. Você tem um avatar no Second Life. Você é um ás no teclado e nas manhas da informática, parece um mágico com seu baralho.

Se você disse “sim” a apenas algumas das assertivas acima, cuidado! Você pode ser um hikikomori, a geração mangá que vive de costas para a vida. Li na VEJA da semana passada e confesso que nunca soube que era um fenômeno japonês, com um milhão de “adeptos”. Interessei-me pelo assunto porque no meu pequeno mundo, ouvi falar de três jovens que vivem assim. São parentes de parentes e, para confirmar seu estilo de vida, nunca os encontrei. Sei que vivem num mundo de som extremamente alto, viciados em games, são quase “hackers”, e não suportam os pais.

O fenômeno cresceu no Japão devido a características culturais, em que o emprego e o estudo são valores supremos. Creio que o problema pode existir no Brasil também pela forma viciada na oferta de oportunidades. Nossa “geração mangá” pode apenas expressar um protesto mudo pela dificuldade na obtenção do primeiro emprego.

A ironia nisso tudo é que o que deveria ser um protesto individual começa a pegar contornos de movimento social sem líderes ou estatuto, com pelo menos um milhão de seguidores. Isso lembra de longe o tema do excelente livro de J. G. Ballard, Terroristas do Milênio, que trata exatamente da revolução silenciosa – e às vezes nem tão silenciosa - da classe média inglesa, capaz de abalar o equilíbrio das forças econômicas, adotando apenas a indiferença.

Um amigo me diz que isso não pega no Brasil. Se houvesse um milhão de hikikomoris por aqui, o Casseta & Planeta criaria um quadro com situações hilárias. As Organizações Tabajara teriam a linha mangá. Um empreendedor criaria um adesivo “Não fale comigo. Sou mangá!” O Presidente lançaria a Bolsa Mangá com o slogan: “Se você não acha emprego, fique em casa”.

Humor à parte, o problema é sério. Há organizações que estudam o assunto e tentam minimizá-lo. Se a sua família convive com este problema, tente visitar o site www.wonderfullarts.blogspot.com. Se você é hikikomori, aceite ajuda, simplesmente porque a vida não é justa e há alguém precisando de você.

7 comentários agora

Bolsas de estudo no exterior

Postado por admin em 12 Nov 2007 | bolsas de estudo

Com freqüência, PEDEVERBA recebe um pedido de auxílio. Seja para Plano de Negócios, seja para busca de investidores e outras coisas do Universo Pede Verba. Agora me chega um pedido para uma Bolsa de Estudos na França. É de uma jovem de 14 anos que já tem planos definidos: quer estudar design na França e auxiliar nos negócios da família que atua neste ramo. Vamos chamá-la Malu de Maceió.

Nunca respondemos a esses pedidos, pois o foco do site não é consultoria direta. Apenas fornecemos os endereços eletrônicos para quem busca recursos para os mais diversos projetos.

O caso da Malu de Maceió, porém, chamou-me a atenção. Lembrou minha filha que, já aos 14 anos, queria estudar engenharia genética nos Estados Unidos. Hoje ela é PhD em genética pelo Instituto Max Planck da Alemanha e trabalha como pesquisadora em Tübingen.
 
A Malu já deu o primeiro passo: definiu sua vocação. Agora, ela deve comprová-la através de cursos pertinentes ao ramo: história da arte, design, artes plásticas, sem se esquecer dos programas gráficos, como Corel Draw, Illustrator, Photoshop, InDesign, Freehand, Flash, Dreamweaver, 3D Studio Max, After Effects, Premiere, etc, que serão fundamentais para a carreira sonhada. Se a família tiver recursos, alguns desses cursos podem ser feitos até na França ou Canadá. Para isso, indicamos o Experimento de Convivência Internacional. Ela vai aperfeiçoar o Francês e consolidar a vocação. Nesta fase, não descartamos que ela faça o segundo grau até nesses países. Há muitas opções no Canadá para o high school. Ela deve escolher as Províncias que adotam o Francês.

Mas, voltando à Terra, no Estado de São Paulo, a Fundação Paula Souza mantém o curso técnico de design e aceita alunos que já tenham completado o primeiro ano do segundo grau. É um curso de excelente nível em 18 meses, que pode ser concluído simultaneamente ao curso médio. Talvez haja algum curso semelhante em Alagoas.

Concluído o segundo grau, será hora de buscar a bolsa de graduação propriamente dita. Há no Brasil excelentes cursos em nível superior para a área de design e a Malu de Maceió poderá cursá-los e pensar em pós-graduação na França. Mas se ela conseguir provar que sua vocação é autêntica e seu comprometimento com ela é intenso, poderá inscrever-se para um programa de bolsa no exterior.

O caminho para isso é o DCE do Ministério da Educação e Cultura do Brasil, ou a CenDoTec, a UNESCO, o IAS e a CESMAT, ambos na França e, ainda, a Fundação Educar, que é uma iniciativa de grandes investidores brasileiros que financiam vocações autênticas. Todos os endereços se encontram em Bolsas de Estudos do PEDEVERBA.
É isso aí, Malu de Maceió. Perseverança e boa sorte. Para os sonhadores de outras áreas, o conselho é o mesmo: definição de vocação, comprovação de comprometimento com a vocação e batalhar pela bolsa. As opções são muitas, assim como as exigências. Perseverança a todos!

http://www.pedeverba.com.br/bolsa_de_estudos.php

316 comentários agora

Como ter uma casa, um carro e muita segurança em 8 anos

Postado por admin em 19 Oct 2007 | Economia

CARTA AO FILHO

Meu filho ia fazer 25 anos e me pediu:
- O senhor faz tantos planos por aí, me faça um plano de vida. Quero ter um carro, uma casa e estar tranqüilo em alguns anos.
 
Então eu fiz, e lhe entreguei como presente de aniversário. É coisa de pai para filho, sujeito a revisões pelos economistas que lerem este trabalho. Adaptado a outras situações, dá pra levar a sério. Ficou assim:
 
“Filho, vou começar pela sua expressão “ficar tranqüilo”. Em termos de plano de vida, ficar tranqüilo é ter dinheiro para férias, para problemas emergenciais como saúde ou acidentes e reservas para enfrentar um desemprego.
 
 FÉRIAS

 Para as férias, guarde 5% da sua renda mensal numa “poupança férias”. Em 20 meses, você terá um salário inteiro para gastar em viagens e lazer. Como você ganha R$ 1.500,00 mensais, é isso que você terá. Não planeje viagens mais caras do que isso. Aqui reside um outro ponto de estar tranqüilo: não viva além de suas posses.

 EMERGÊNCIAS

 Para poder enfrentar problemas emergenciais, guarde mais 5% de sua renda mensal numa “poupança emergência”. Em cinco anos, você terá três salários guardados e poderá pagar por um exame sofisticado numa emergência de saúde ou qualquer outra despesa inesperada. Para abreviar esse tempo, guarde uma parte de seus ganhos extraordinários, sempre equivalente a 5% de sua renda mensal. Se a emergência temida nunca ocorrer, o que é muito provável, não mexa nesse dinheiro e pode parar de engordar esta “poupança emergência”. Porém se a sua renda mensal aumentar, volte a economizar, a fim que esta poupança fique sempre igual a três salários mensais. Isto porque as emergências sempre acompanham seu padrão de vida. O que passar disso é aquele tipo de problema para o qual não há planejamento. Neste caso, conte com as seguradoras e a ajuda de Deus.

 DESEMPREGO
 
 Isso tira a tranqüilidade! Até agora você guardou 10% de sua renda mensal. É preciso guardar mais 10%. Abra uma outra poupança, agora a “poupança desemprego”. Ao fim de 60 meses, você terá 6 salários guardados fora os juros. Se você perder o emprego, terá 6 meses para achar outro. Acredite: pode demorar todo esse tempo ou até mais para achar outro. Se não acontecer, você terá a tranqüilidade para ser um funcionário seguro e confiante. Tão confiante, que pode até pensar naquela proposta ousada de largar tudo e começar um negócio e outras idéias que costumam ocorrer quando você está perto dos 30 anos.

 COMO ECONOMIZAR
 
 Uma regra simples: não dê dinheiro aos outros. Isso se traduz em não fazer prestações, não pagá-las com atraso sujeitando-se a juros e multas; não utilizar cartão de crédito a prazo, nem cheque especial. Também se traduz em não comprar sistematicamente roupas e acessórios de grife, em comprar coisas que você não precisa nem vai usar. Você vai perceber quantas atitudes significam “dar dinheiro aos outros”. Faça sua própria lista.
Outra regra: não compre amigos. Isso quer dizer: nada de pagar sozinho as contas em bares e restaurantes, não dar presentes caros, nada de dar festas e mais festas, nada de levar a “tchurma” em seu carro sem rachar a conta. Rache todas as despesas e evite participar de algumas, principalmente bares e restaurantes. Não se preocupe pensando que você vai virar o Urtigão.  Você vai ver quantas festinhas por adesão vão surgir.
Mais uma regra: adote a atitude de quem tem um plano. Funciona como a tese do carbono zero dos ambientalistas. Desligue a TV quando for sair do ambiente, apague as luzes de ambientes vazios, não vá de carro quando pode ir a pé, de bicicleta ou de ônibus. Não seja um consumidor impulsivo, gerador de lixo e de dióxido de carbono. Se isso não tiver nada a ver com o Meio Ambiente, tem a ver com seu plano: você está economizando com um propósito pessoal.
A regra final: não viva além de suas posses. Esta regra sintetiza as anteriores. Não quer dizer que você vai sofrer, nunca vai ter uma Calvin Klein. Dê-se alguns luxos com o décimo-terceiro, porque nem falamos dele. É para isso mesmo e você vai dar muito mais valor àqueles óculos Armani.
Até aqui falamos de economizar 20 % de sua renda mensal. Com as regras acima, acho que você nem vai sentir.
 
 O CARRO
 
 Você já tem carro, filho. Parabéns! Você o adquiriu em 36 prestações suadas e agora quer trocá-lo. Voltemos à regra “não viva além de suas posses”. O carro não deve passar do valor de um ano de renda da pessoa. A FIPE estima em 10% a diferença por ano de um carro para outro do mesmo modelo. Três anos representam 30% da sua renda anual para renovar seu carro em três anos. Dois métodos: economizar mais 10% de sua renda mensal ou encarar uma prestação, dependendo dos juros da época. Somando-se às suas poupanças acima, já estamos em 30% de economia mensal. Melhor reler o tópico “como economizar”. Vai ser preciso.

 UM BENEFÍCIO ADICIONAL
 
 Passados 5 anos, você tem uma reserva para férias, outra para eventualidades, um seguro desemprego e um carro do ano. Mas tem mais que isso: disciplina. Se você levar a sério este plano de vida, você terá aprendido o valor do dinheiro e será disciplinado o bastante para planejar o futuro, quando tiver filhos, etc. A disciplina é a grande conquista a festejar. Então, é hora de pensar na casa própria.

 CASA PRÓPRIA

 A esta altura, você não precisará mais guardar sistematicamente 10% para o seguro desemprego, nem os 5% para a poupança emergência. Porém, deve continuar guardando esses percentuais para realizar o sonho da casa própria. Em 3 anos você terá 5,4 salários mensais guardados para dar entrada numa casa. É pouco. No seu caso, significa mais ou menos R$ 9.000,00.  Arredondando as contas você poderá comprar uma casa ou apartamentinho de R$ 55.000,00, com saldo a pagar de R$ 45.000,00 e prestação de R$ 596,00, em 15 anos. Não ache que é pouco.  Isso representa 39% de sua renda mensal, o que já é desaconselhável. O ideal é que a prestação não ultrapasse 30%. Mas aqui estou contando que você já estará ganhando um pouco mais e talvez tenha uma companheira para engrossar a renda familiar.
Em oito anos, você terá 33 de idade, um carro, uma casa, uma poupança férias, um seguro para emergências e um seguro desemprego. Pode sentir-se tranqüilo.  Se tudo isso der certo, gaste um pouco de seu 13º e compre um champagne bom. Você merece. Com amor, Pai.”
 

19 comentários agora

NEGÓCIOS REAIS X PLANOS FICTÍCIOS

Postado por admin em 09 Oct 2007 | Plano de Negócios

O DRIBLE DA MARTA

Tenho elaborado planos de negócios desdelongo tempo, quando ainda não se sentia sua necessidade na análise de viabilidade de um empreendimento. Hoje a palavra é quase um modismo.  Praticamente nãonegócios sem um plano prévio.

            Pergunto-me sempre, e repito a pergunta aos meus clientes, se um Plano de Negócios substitui a intuição legítima de um empreendedor. Intuição aqui é o “feeling” de que aquele negócio que o empreendedor nato tem em mente vai dar certo. Não! Não substitui.

 

Intuição é coisa mágica, que geralmente ocorre com quem sabe muito sobre certo assunto. Se eu tentar dar aquele drible da Marta sem nunca ter jogado bola, certamente não vou conseguir. É coisa para quem sabe. Mas se eu ou outro atleta simplesmente medíocre filmá-lo, repeti-lo até a exaustão, um dia aquele drible vai sair. Foi o que a Marta deve ter feito. Ela “filmou” a jogada que existia em sua mente e tentou aplicá-la nos treinos e então saiu aquela perfeição. Plano de negócio é isso, ainda que não tenha sido escrita uma linha sequer.

             O MUNDO REAL

            No mundo real o melhor é um pouco de intuição e muito planejamento antes de iniciar um negócio ou ampliá-lo se ele estiver em andamento.

 

alguns anos, quando um empreendedor ia ao banco, não escapava das perguntas básicas: o que você vende? Pra quem? Em que região? Quanto fatura? O que você vai fazer com o dinheiro? E coisas do tipo. Quem passou por isso sabe que a lista é grande.

 

Atualmente a lista é maior e mais sofisticada. Falamos de sumário executivo, de configurações contábeis e jurídicas, de composto de marketing, de ameaças e oportunidades, pontos fortes e fracos, de matriz Swat. Enfim, é um desnudamento do negócio: revelar todas as intimidades de seu empreendimento para compreendê-lo e avaliá-lo.

 

Quando faço palestras sobre Plano de Negócios, gosto de iniciar com a pergunta: os senhores querem aprender a fazer planos de negócios? “Siiim” – responde a platéia. “Não” – corrijo imediatamente. “Espero apenas que os senhores aprendam a lê-lo”

 

Realmente, um Plano de Negócios bem feito é uma radiografia do empreendimento que você toca ou imagina iniciar. Melhor que isso: é uma tomografia que revela tudo. Se soubermos interpretá-lo, teremos o diagnóstico correto. Poderemos dizer: seu empreendimento vai dar certo. Vai dar certo em tantos meses. Com ares de cartomante, podemos dizer: vejo uma fortuna no seu caminho. Há também o “dark side”, o lado negro da coisa. Alguém, ao interpretar a tomografia do seu empreendimento, poderá dizer: “Huum! Esqueça issoou mais delicadamente: “Estamos sem verbas para empreendimentos desse tipo. É fora do nosso foco.”

 

Minha esperança de palestrante é que o próprio empreendedor seja capaz de interpretar a “tomografia” e dizer ele mesmo a si próprio todas aquelas frases do parágrafo anterior, sejam elas otimistas ou devastadoras para o empreendimento. Melhor do saber fazer um Plano de Negócio é saber interpretá-lo.

           

             PLANOS FICTÍCIOS

            A guerra fiscal entre municípios para atrair empresas para seus territórios levou as Prefeituras a oferecer vantagens aos empreendedores. Algumas pagam aluguéis, dão terrenos, isenções parciais ou totais de impostos municipais, pagam despesas de mudanças, etc. Para isso, precisam de algum documento que formalize a intenção do empreendedor para justificar as despesas junto ao Tribunal de Contas. A solução? Plano de Negócios.

 

            O empreendedor deve apresentar um Plano de Negócios para o órgão da Prefeitura que avaliará se vale a pena investir esses montantes na empresa interessada em mudar-se para o município. Às vezes o investimento municipal supera o do investidor e justifica-se a preocupação.

 

            Nunca duvide da esperteza do empreendedor. Eles perceberam que as perguntas que os órgãos municipais fazem não são pertinentes. As Prefeituras raramente têm pessoal apto a ler e interpretar Planos de Negócios. Basta apresentar uma carta de intenções, prometendo tantos empregos, tanto de faturamento, coisas do tipo. São os Planos de negócios fictícios.

 

            Algumas Prefeituras até que tentam melhorar isso e até fui indicado para fazer Planos de Negócios para esses empreendedores. Quando começo a fazer as perguntas mais elementares percebo a falta de correlação entre as respostas. É investimento demais para o ramo, é promessa de empregos demais, a ascensão esperada é rápida demais. Sei que aquele cliente quer um plano fictício, alguma coisa que apenas impressione um leigo e que ele, o empreendedor, jamais seguirá. Embora o empreendedor esperto possa ser tentado a elaborar um Plano Fictício de Negócio e alguma Prefeitura possa aceitá-lo fica um conselho: jamais compareça com um plano desses a uma empresa de Capital de Risco ou a uma grande corporação que opere programas de responsabilidade social.

 

            Usamos acima a analogia comtomografiapara bem explicar um Plano de Negócios. Ao invés de elaborar um plano fictício, seria melhor tomar um chá “abre caminho”, receitado por um Pai de Santo generoso. Não façam isso: trocar uma tomografia por um passe espiritual.

 

            Se você, empreendedor, não acredita em Plano de Negócios mas precisa de um, escreva uma carta de intenção e a releia até encontrarfuros” no que estiver escrito, mas não faça planos fictícios. A não ser que você seja apenas um apostador, jamais um empreendedor.

1 comentário agora